É, um dia.
Acordei desejando não ter uma garganta de tanto que ela doía. Meus olhos ainda estavam doloridos de tanto chorar no dia anterior. Quanto a garganta, tenho certeza que foi o sorvete que tomei as duas da madrugada antes de dormir.
Ou talvez minha teoria de que eu só ficava doente quando sofria algum abalo forte emocional fosse verdade.
É, eu sou muito difícil de ficar doente, graças à Deus. Apesar de que assim eu não perco aulas ¬¬
Bem, acordei tarde, querendo arrancar minha garganta, uma bagunça em casa com minhas irmãs berrando, o volume da televisão absurdamente alto, os cães latindo... Tudo o que eu queria era voltar pra minha cama e dormir mais ainda.
Sentei no sofá e voltei a ler. Isso sempre afastava o Sr. Cansaço de mim, afinal, eu viajava para um mundo onde ele não poderia me tocar. Isto é, não enquanto eu realmente estivesse fora deste mundo.
E então meu pai chegou. Mandou todo mundo tomar banho porque ele ia sair conosco. É, apesar de tudo, há momentos em que eu vejo que somos uma família.
Saímos, nos empanturramos de comida (o que mais familia de italiano sabe fazer? comer, é claro) e resolvemos dar uma volta pela cidade. Até que algo que minha irmã disse me chamou a atenção.
"Mãe, eu quero ir no zoológico pra ver uma capivara!"
Eu comecei a pensar. Moramos do lado do rio da cidade. Há alguns anos atrás, este rio era infestado de capivaras. Eu mesma já havia visto muitas capivaras neste rio quando tinha, uns cinco anos. Hoje, é muito quando aparece um pato nadando naquelas águas. Minha irmã nunca viu uma capivara. E vamos combinar, não é exatamente o tipo de animal complicado de se ver, não é algo fora do comum para nosso país, então não deveria ser necessário você levar sua irmãzinha para um zoológico afim de que ela veja uma capivara.
Então, eu pensei: Por que?
Claro, qual foi a resposta: Culpa dos homens, como sempre.
E pensar que eu tinha lido sobre isso em meu livro hoje. Sobre Pã (*). Sobre ele morrer porque o "reinado dele" havia terminado na superfície, uma vez que "seu reino" estava destruído. Tudo culpa dos homens, tudo nossa culpa.
A única coisa que podemos deixar de herança para as próximas gerações é exatamente aquilo o que não criamos. E sim aquilo o que deveríamos preservar. Não há anda de mais belo no mundo do que isso. Nenhuma máquina pode superar o som da água descendo pela cachoeira, do cantar de um pássaro ou da maciez do pêlo de um animal. Nada. E destruímos isso.
Por sorte, enquanto voltávamos, encontramos, não apenas uma, mas uma família de onze capivaras! Ali, ao lado da pista, quase no meio da cidade. Claro, não da minha cidade, da cidade vizinha, para onde havíamos ido. A felicidade das minhas duas irmãs era.... Incrível. Afinal, para quem há minutos atrás havia reclamado que nunca tinha visto uma capivara, receber a chance de ver logo uma família de onze de uma vez, era demais. Até para mim, que já tinha visto (e discutido sobre ela ser linda ou não com a Sweet L. e elas SÃO lindas, Sweet L. u.u) , ver novamente foi incrível.
Chegamos em casa, e eu via meu dia acabar.
Para meu primeiro dia, não foi tão ruim como poderia ter sido.
câmbio&desligo ;*
Não acho elas bonitas. u.u
ResponderExcluirMas valeu, mesmo assim, ter dado uma volta correndo no lago do taboao, em bragançaa!